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16/11/2004 11:33
Memória do cárcere que nunca se abre, esta cela maldita que se transforma no dentro nosso de cada dia, - rua e cultura que nada dizem!? pois então que permaneçamos presos em nossas jaulas pois sim, somos bestas feras e , não sei que agridoce ponta de volúpia sinto nisso: aterrorizar as pessoas com a febre de minhas noites. E esta febre que não sara, esta dor que não cala, eu a quero cada dia mais no meu pântano de inceertezas e cólera. Altaneira é a árvore da montanha, sobranceira nos olha desde mil pés acima e nós insistimos em querer partir-lhe o torso. E quem somos, poerinha da poeirinha? naquela época eu cantava e tinha esperanças agora confirmo que a esperança é o caminho mais curto para o suicídio - é por isso que não espero: sou da estirpe dos que têm ceerteza, ainda que seja certeza de dias que não se deixam embalsamar... Eu vou escrever até a última gotas de sangue, pois se é pra fazer literatura, eu a farei com unhas, carne e vento!


Pústula aberta, velho! Agora eis que agora eu me sinto o tal, também, já envelhecido aos trinta anos, alguma cinza sobre os olhos - que é aquela noite mal dormida - chego finalmente ao limiar da senilidade: abaixo á juventude e como diria Nelson Rodrigues: Jovens, Envelheçam!
enviada por De Las Torres






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