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15/08/2005 11:50
repente em que sorriso re-surge feito sol que nasce das trevas:
eu desperto das profundezas duras e cruas do meu coração de pedra, e desperto para dedscobrir que nao há gente má: apenas com muita tristeza no dentro, nos ocos profundos...uma encruzilhada de vazios e nadas
enviada por De Las Torres
17/03/2005 13:56
saber remontar. Estamos pois perdidos no meio de ossos petrificados, folohas trituradas, parafusos espanados e desenhos que já não lembramos mais se foram por nós traçados ou se foram um mero acidente de óxido de ferro na parede caiada...
enviada por De Las Torres
17/12/2004 17:13
Resignar ou ressentir!
Resignar ou ressentir!
se ressentido abre-se em meu peito
a vala vasta das amarguras...
mas resignado,ainda
humilhado pelo diamante
encontro-me consolado pelo granito
ou pelo calor do alcatrão de nossas ruas...
A homens e mulheres por trás das palavras!
acho que essa história de uma linguagem que se faz por si própria, que é puro significante , letras que conformam e enformam o homem e a mulher...não isso nao podee ser: toda palavra é um querer e querer um mundo assim e assim.
Literatura é produção ded documentos existenciais....
enviada por De Las Torres
16/11/2004 11:33
Memória do cárcere que nunca se abre, esta cela maldita que se transforma no dentro nosso de cada dia, - rua e cultura que nada dizem!? pois então que permaneçamos presos em nossas jaulas pois sim, somos bestas feras e , não sei que agridoce ponta de volúpia sinto nisso: aterrorizar as pessoas com a febre de minhas noites. E esta febre que não sara, esta dor que não cala, eu a quero cada dia mais no meu pântano de inceertezas e cólera. Altaneira é a árvore da montanha, sobranceira nos olha desde mil pés acima e nós insistimos em querer partir-lhe o torso. E quem somos, poerinha da poeirinha? naquela época eu cantava e tinha esperanças agora confirmo que a esperança é o caminho mais curto para o suicídio - é por isso que não espero: sou da estirpe dos que têm ceerteza, ainda que seja certeza de dias que não se deixam embalsamar... Eu vou escrever até a última gotas de sangue, pois se é pra fazer literatura, eu a farei com unhas, carne e vento!
Pústula aberta, velho! Agora eis que agora eu me sinto o tal, também, já envelhecido aos trinta anos, alguma cinza sobre os olhos - que é aquela noite mal dormida - chego finalmente ao limiar da senilidade: abaixo á juventude e como diria Nelson Rodrigues: Jovens, Envelheçam!
enviada por De Las Torres
12/11/2004 12:25
O homem solitário é vizinho de Deus
e o homem sem Deus contraparte do abismo;
se o silëncio de um Deus qualquer é sinal de sabedoria, então minha boca é minha maldição!
Ladainha! Ladainha!
O ano é o das lagartas - tempo do exílio e homens que choram.
enviada por De Las Torres
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